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domingo, 1 de fevereiro de 2015

A BELA INÊS

  Esta bela Inês é a mesma senhora para quem escrevi um poema com o Titulo Mulher de Olhar Meigo. Tenho uma pequena história passada entre mim e ela, que foi no ano de 1990, cerca das 10h00 da manha, quando ai com os amigos tomar café. Ao atravessar a rua na passadeira, vinha esta senhora na altura uma jovem estudante com algumas amigas, e um dos colegas ao passar por ela, deu-lhe uma palmada no rabo e eu que ai a seguir levei uma chapada dela na cara, a menina nessa altura só faltou pôr-se, de Joelhos a pedir-me desculpa.

   Voltei a encontrar esta menina, mas desta vez já uma senhora, que viajou comigo do Porto para Lisboa no comboio Intercidades as 06h52, do dia 14 de Janeiro de 2010, viajava-mos em 1ª classe eu de um lado da carruagem e ela outro, vi que a senhora olhava constantemente para mim, mas não liguei. A certa altura reclinou-se para trás no banco, cobriu-se com um casaco e adormeceu. Fui ao bar de volta peguei, num bloco de apontamentos que trago sempre comigo, e comecei a escrever, depois de ter escrito o poema olhei para ela e decidi por como titulo: Mulher de Olhar Meigo. 

    Quando cheguemos ao destino estação de Santa Apolónia, já junto a porta de saída a senhora me perguntou: o senhor não me conhece, eu respondi não? Então a Inês me começou a explicar o que se tinha passado a cerca de vinte anos atrás, fui ai que eu, novamente me lembrei, e a Inês novamente me pediu desculpa. Já na plataforma da estação ela me disse o seu nome, que era tradutora e intérprete de Línguas, e que ai para o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Despediu-se de mim e cada um foi à sua vida. Acabamos por dar o nosso contacto um ao outro, e eu de volta ao Porto nesse mesmo dia escrevi o poema que se segue.

A Bela Inês

Oh! Bela e doce Inês…
Com o teu lindo sorriso:
Mulher de olhar terno e meigo;
És uma bela flor;
És uma mulher bela: 
Com porte de rainha.
Oh! Bela e doce Inês…
Diz-me lá outra vez;
Se tu és a bela Inês:
Como posso eu saber?
Que tu és a bela Inês. 
És mulher alegre e divertida…
Aberta de coração e alma;
És mulher desinibida:
 E cheia de amor e paixão.
És e serás para mim…
A bela Inês;
De um doce coração.

Autor: Santa Cruz (Direito do autor @reservado)